Quanto custa tradução simultânea em 2026?
“Quanto custa uma tradução simultânea?” é quase sempre a primeira pergunta de quem organiza um evento com palestrante estrangeiro. A resposta honesta é: depende — mas depende de fatores que dá para entender em cinco minutos. Este guia mostra as faixas reais de mercado, o que faz o preço subir ou descer, e como economizar sem sacrificar a qualidade (que, num evento, é o que todo mundo lembra).
A resposta curta: faixas de mercado
No Brasil, a interpretação simultânea é cobrada principalmente por diária (jornada de até 6 horas), não por hora avulsa. Como referência de mercado:
| Formato | Faixa de referência (por intérprete) |
|---|---|
| Diária presencial (até 6h) | a partir de ~R$ 2.000 a R$ 3.500 |
| Interpretação remota (RSI, até 6h) | geralmente menor que a presencial (sem deslocamento) |
| Evento completo (2 intérpretes, dias) | soma das diárias por intérprete e por dia |
A tabela de referência do SINTRA (Sindicato Nacional dos Tradutores) indica a diária de interpretação a partir de cerca de R$ 2.900 por intérprete. São referências — o valor final depende dos fatores abaixo, e cada evento recebe uma proposta específica.
O que faz o preço variar
- Formato: presencial (com cabine e equipamento) ou remoto/RSI (sem deslocamento).
- Duração: meia diária, diária cheia ou vários dias.
- Número de intérpretes: eventos com mais de uma hora exigem dois intérpretes por idioma (veja abaixo).
- Par de idiomas: combinações mais raras custam mais que inglês⇄português.
- Complexidade do tema: um congresso médico ou uma arbitragem exigem preparação e glossário — isso é parte do serviço.
- Localização: um intérprete local elimina passagem e hospedagem; trazer de outra cidade soma esses custos ao orçamento.
- Gravação/transmissão: quando o evento é gravado ou transmitido, há um adicional de direitos, prática comum no mercado.
Por que dois intérpretes (e não “por hora”)
A interpretação simultânea é uma das tarefas cognitivas mais intensas que existem. Por isso, para eventos com mais de uma hora, a prática profissional é trabalhar com dois intérpretes na cabine, revezando-se a cada ~20–30 minutos. Não é luxo: é o que mantém a precisão do começo ao fim. E é também por isso que a cobrança é por diária, não por hora fracionada — a hora avulsa, quando existe, sai proporcionalmente mais cara.
Como economizar sem perder qualidade
Há caminhos legítimos para reduzir o custo total:
- Interpretação remota (RSI): plataformas como KUDO e Interprefy permitem interpretar à distância, com a mesma qualidade e sem custo de deslocamento, hotel ou cabine física. Para muitos eventos híbridos e online, é a opção mais econômica.
- Intérprete local: se o evento é no Nordeste, contratar um intérprete baseado na região elimina o custo de trazer profissionais de São Paulo ou do Rio — passagem, diárias de hotel e traslado saem da planilha.
- Planejamento com antecedência: agenda reservada cedo evita o custo (e o risco) de contratar às pressas.
- Material antecipado: quanto antes o intérprete recebe apresentações e programa, melhor a preparação — e menos ruído no dia.
E a tradução de documentos?
Tradução escrita é outra conta: cobra-se por palavra, não por diária. A referência para tradução técnica e corporativa costuma girar em torno de USD 0,11/palavra, variando conforme complexidade e par de idiomas. Para empresas com volume mensal, um plano de tradução sai mais barato que pedir orçamento avulso a cada documento.
Quando o plano mensal compensa
Se a sua empresa tem reuniões, contratos ou eventos internacionais com frequência, contratar avulso toda vez custa mais — em dinheiro e em tempo de reexplicar o contexto a cada fornecedor. Os planos mensais dão acesso a um intérprete e tradutor sênior dedicado, com prioridade de agenda e terminologia consistente, por um valor previsível.
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