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Eventos · RSI

Interpretação remota (RSI): por que virou padrão em conferências globais

Por Marcos Maleval · Intérprete e tradutor · ~6 min de leitura

Há alguns anos, interpretação simultânea significava obrigatoriamente cabine física, equipamento e intérpretes no local. Hoje, uma parte enorme dos eventos internacionais acontece — total ou parcialmente — de forma remota. A sigla para isso é RSI: Remote Simultaneous Interpretation, ou interpretação simultânea remota.

O que é RSI, na prática

Na RSI, o intérprete traduz em tempo real por uma plataforma profissional (como KUDO ou Interprefy), com áudio de alta qualidade e uma “cabine virtual”. Os participantes escutam o idioma escolhido pelo próprio dispositivo, esteja o intérprete na mesma cidade ou em outro continente. O resultado, para quem assiste, é praticamente idêntico ao presencial — sem o custo de deslocamento e montagem.

Por que virou padrão

RSI não é “interpretação pelo Zoom”. Plataformas genéricas de reunião não foram feitas para simultânea — faltam canais de idioma, qualidade de áudio e o relay entre intérpretes. Usar a ferramenta certa é o que separa um evento profissional de um improviso.

Onde o presencial ainda ganha

RSI é excelente, mas não é resposta para tudo. Encontros muito sensíveis — certas negociações diplomáticas, reuniões sigilosas de alto nível — ainda se beneficiam da presença física, do contato visual direto e do controle total do ambiente. A decisão certa depende do tipo de evento, não da moda.

Checklist para um evento híbrido sem falhas

Bem executada, a RSI entrega o alcance de um evento global com a precisão de uma cabine presencial. Mal executada, vira ruído — e o público lembra. A diferença está menos na tecnologia e mais no preparo de quem conduz.

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