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Negócios · Risco

O custo real de um erro de interpretação em negociações internacionais

Por Marcos Maleval · Intérprete e tradutor · ~6 min de leitura

Quando se fala em interpretação, a maioria das pessoas pensa no custo do serviço. Poucas param para pensar no custo do erro — que, numa negociação internacional, quase nunca é linguístico. É financeiro, jurídico e de reputação. Este artigo é sobre onde esse risco se esconde e como reduzi-lo.

O erro raramente é uma palavra “errada”

O estereótipo do erro de interpretação é a palavra trocada. Na prática, o que compromete uma negociação é mais sutil: um tom transformado, uma ressalva que se perde, um “talvez” que vira “sim”, uma cláusula ambígua que cada lado entende à sua maneira. Ninguém percebe no momento — o problema aparece depois, quando o contrato já foi assinado e as partes divergem sobre o que foi combinado.

Onde o custo aparece

A pergunta certa não é “quanto custa um intérprete?”, e sim “quanto custaria um mal-entendido nesta negociação?”. É a segunda que define o nível de profissional que o momento exige.

Por que interpretação não é uma commodity

Duas pessoas podem ser fluentes no mesmo par de idiomas e entregar resultados completamente diferentes sob pressão. A diferença está em três coisas que não aparecem no currículo, mas aparecem na sala:

Como reduzir o risco na prática

Interpretação profissional não é um custo do evento — é o seguro contra o risco mais silencioso de uma negociação internacional: o de que as duas partes saiam da sala achando que combinaram coisas diferentes.

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